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O poder das ações cooperativas

Descubra o poder das ações cooperativas e como a união de esforços fortalece associações, empresas e comunidades em busca de objetivos comuns.

Associações Comerciais e CDLs 3 min de leitura Atualizado em 7 de setembro de 2025
cooperativismo

O velho jargão "a união faz a força" é o que melhor expressa um empreendimento cooperativo: a união de várias pessoas em prol de um objetivo comum. Isso define bem uma "Associação Comercial". A finalidade de uma associação comercial é atuar em defesa das atividades empresariais, contribuir para o desenvolvimento e prosperidade das atividades congregadas, incentivando o espírito de integração entre as empresas associadas.

Uma cooperativa pode ser definida como associação de pessoas, que se unem voluntariamente para satisfazer desejos e necessidades, sejam elas econômicas, sociais ou culturais, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida.

O primeiro registro oficial de criação de uma cooperativa ocorreu no século XIX, na pequena cidade de Rochdale, povoado próximo de Manchester, na Inglaterra. Naquela época, tecelões locais passavam por uma difícil situação econômica. Os baixos salários, a enorme carga de trabalho, o desemprego crescente em função da revolução industrial, associado aos preços abusivos praticados pelos comerciantes locais, empobreciam aqueles trabalhadores. Esta situação levou o grupo a buscar uma alternativa econômica de vida. Aqueles empreendedores visionários começaram a se reunir para discutirem a encontrarem, juntos, uma forma de melhorarem suas vidas.

Em dezembro de 1844, eles criaram uma cooperativa de consumo, que se chamou Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale. Através desta cooperativa, os associados tinham acesso à compra de alimentos, sem depender dos grandes comerciantes, negociando diretamente com os produtores. Aqueles empreendedores não imaginavam que estariam mudando os padrões econômicos da época e que influenciaram dezenas de empreendedores no futuro, ao dar origem ao movimento cooperativista.

Todo o funcionamento da cooperativa de Rochdale era gerido por princípios aprovados em comum acordo por todos os associados. Esses princípios foram tão fortes e válidos que, até hoje, passados mais de 150 anos, influenciam todo o movimento cooperativista mundial. Inspirada nos ideais dos tecelões de Rochdale, foi criada em Paria em 1848, a primeira cooperativa de trabalho e a partir do fim do século XIX, o movimento cooperativista envolveu novos setores: agricultura, comércio, pesca, construção e habitação.

No Brasil, o cooperativismo teve seu início no século XIX e sua origem é atribuída ao médico francês Jean Maurice Faivre. Ele fundou, com um grupo de europeus, no Paraná, a colônia Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. Nas primeiras três décadas do século XX, quando imigrantes tinham de sobreviver no país, as cooperativas foram a solução, sendo importantes instrumentos para o desenvolvimento rural, com os quais os governos puderam contar para organizar a produção rural, o crédito, a renda e para transferir tecnologia, processar industrialmente os produtos e colocá-los no mercado. Este movimento ganhou força a partir de 1932, com a edição do Decreto Federal número 22.239, com o qual Getúlio Vargas incentivou a formação de cooperativas agrícolas.


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